No passado mês de maio, MASA participou em Gijón nas XII Jornadas Técnicas de Manutenção na Indústria Química e de Processos, organizadas pela Associação Espanhola de Manutenção.

José Luis Bernal Santiago, Diretor dos Serviços Técnicos do MASA, e José Daniel Guirado Camacho, responsável pelos Projectos de Digitalização e Manutenção, foram os encarregados de dirigir a conferência. De seguida, apresentamos um resumo das apresentações e conclusões.

IMPORTÂNCIA DA FERRAMENTA DE MOBILIDADE NO PLANO DE MANUTENÇÃO

ÍNDICE

  1. INTRODUÇÃO
  2. PLANO DIRECTOR DE MANUTENÇÃO
  3. ESTUDOS E ANÁLISES NO TERRENO.
  4. ÍNDICE DE DESEMPENHO DA MANUTENÇÃO
  5. DIGITALIZAÇÃO DO CICLO DE DEMING
  6. MANUTENÇÃO EM MASSA FERRAMENTA DE MOBILIDADE MOBILIDADE
  7. FASES DO CAMPO
  8. HISTÓRIAS DE SUCESSO

1. INTRODUÇÃO

Uma boa estratégia de manutenção baseia-se num plano bem concebido, que assenta em vários aspectos:

  • Ferramentas de engenharia de manutenção
  • Plano de ação permanente para a melhoria contínua
  • Incorporação de novas tecnologias no nosso plano

Partimos do princípio de que a estratégia de MANUTENÇÃO 4.0 deve ser considerada como um capítulo de um... «PROJECTO DE DIGITALIZAÇÃO GLOBAL».»

Centrando-nos na manutenção 4.0, devemos acrescentar que a digitalização deve ser uma ferramenta ao serviço da estratégia. «VAMOS DIGITALIZAR APENAS O QUE FUNCIONA».»

As principais ferramentas que nos permitem abordar um projeto de digitalização na manutenção são

  • Estudos e análises de campo
  • Planos de ação associados
  • Índice de desempenho da manutenção

Nesta ocasião, abordaremos os projectos de digitalização do ciclo de Deming (ciclo PDCA, Plan-Do-Check-Act), explicando, de forma ordenada, como abordámos estes projectos em fábricas de diferentes sectores.

Apoiaremos a nossa dissertação com algumas histórias de sucesso, nas quais implementámos a nossa estratégia baseada no “MODELO DE MASSA”.

2. PLANO DIRECTOR DE MANUTENÇÃO

Como vimos no capítulo de Introdução, o Plano Diretor de Manutenção seria composto por:

  • Ferramentas de engenharia de manutenção
  • Plano de ação permanente para a melhoria contínua
  • Incorporação de novas tecnologias no nosso plano

2.1 Engenharia de manutenção

No capítulo sobre engenharia de manutenção, podemos destacar:

  • Procedimento de funcionamento
  • Indicadores de gestão da manutenção
  • Registo de conhecimentos
  • Gestão assistida por computador
  • Ideias concretas para o progresso
  • Matriz de capacidades e competências
  • Estudos e análises técnicas
  • Gestão de RH.

Monitorização de indicadores

No que diz respeito ao “Controlo e tomada de decisão através de IGMs” mencionado na secção anterior, o MASA desenvolveu uma ferramenta interna de análise e acompanhamento através de um painel de controlo com uma interface simples e intuitiva.

Esta ferramenta geral pode ser facilmente adaptada às necessidades específicas de cada contrato e só precisa de ser alimentada periodicamente com os dados a monitorizar.

A aplicação devolve automaticamente cálculos, gráficos e relatórios com o objetivo de facilitar a qualquer pessoa da empresa a deteção de incidências e tendências nos indicadores e outros parâmetros, assim como gerar uma base histórica completa e visual para o MASA.

2.2 Plano de ação

Tendo em conta esta afirmação e com base na nossa vasta experiência, recomendamos que, como ponto de partida, é essencial um estudo prévio do grau de maturidade para a mudança para a manutenção 4.0, através dos nossos estudos e análises efectuados pelo departamento de serviços técnicos da Masa “EAC”.

2.3 Integrar as novas tecnologias no nosso plano
Uma vez realizada esta análise e controlado o nosso índice de desempenho de manutenção “IDM”, devemos colocá-lo a um nível que nos garanta a possibilidade de enfrentar um projeto de digitalização bem integrado.

3. LEVANTAMENTO E ANÁLISE DE CAMPO

Nestas EAC, distinguiremos dois grandes blocos de objectivos da análise:

BLOCO 1.

Composto por aspectos diretos da nossa estratégia de gestão da manutenção concebida nas seguintes áreas:

  • Organização, pessoal e relações
  • Planeamento (preparação)
  • Definição de prioridades e preparação do trabalho
  • Engenharia de manutenção (planos e KPI's)
  • Fator de utilização
  • Armazenagem e compras...

BLOCO 2

Composto por aspectos relacionados com as seguintes áreas tecnológicas do autodiagnóstico digital avançado:

  • Automatização
  • Conectividade
  • Aplicações e dados digitais
  • Relação entre TI/OT
  • Mobilidade
  • etc.

Uma parte muito importante das acções de melhoria detectadas está relacionada com a complexidade dos fluxos e canais de informação e comunicação de cada processo, bem como com a falta de definição e divulgação das funções de cada um dos intervenientes, que devem ser claramente definidas antes da introdução de ambientes digitais, sob pena de a sua contribuição não ter o impacto desejado.

O estudo resultará num Plano de Ação com uma série de propostas de melhoria que garantirão os nossos objectivos, tal como estabelecidos na estratégia de manutenção já definida.

Cada uma destas propostas terá um impacto diferente, tanto em termos do valor fornecido como da dificuldade/tempo necessário para a sua aplicação integral.

Será estabelecida uma matriz para classificar a ordem de aplicação das melhorias propostas; basicamente seguindo uma prioridade em termos de nível de intervenção (alta, média, baixa) e um grau de implementação técnico-económica (fácil, média e complexa).

Com base nos níveis estabelecidos na matriz de prioridades e na dificuldade de implementação, será obtida a classificação final.

O plano de ação final, a definição das prioridades das acções, a identificação dos responsáveis pela execução e as fases de execução das melhorias serão acordados por ambas as organizações.

COMPROMISSO DE TODAS AS PARTES”.”

4. ÍNDICE DE DESEMPENHO DA MANUTENÇÃO (MPI)

Poderíamos definir o IDM como o índice que nos permite conhecer, com um elevado grau de precisão, a qualidade do desempenho no âmbito da estratégia global de gestão da manutenção.

Este índice é o resultado da análise efectuada através dos nossos estudos EAC, que abrangem áreas como: organização, pessoal, engenharia, gestão e utilização das tecnologias de informação e comunicação.

manutenção, eficiência, produtividade, armazém, aplicação de novas tecnologias. Este índice evolui de acordo com a realização das diferentes acções que compõem o plano de ação derivado do estudo acima mencionado.

A melhoria deste indicador permitir-nos-á abordar os projectos de digitalização, entre outros, com garantias:

Primeiro ciclo. Identifica e corrige

Segundo ciclo. Analisar e comparar

No final do processo, obtém-se uma nova IDM MELHORADA. Isto conduz a uma redução dos recursos para a realização do contrato de manutenção, preservando os mesmos níveis de serviço e de qualidade.

O ciclo repete-se periodicamente até ser atingido o nível adequado para a digitalização do processo.

5. DIGITALIZAÇÃO DO CICLO DE DEMING

Fases da digitalização

5.1 Reunião de lançamento

Tarefas a realizar:

  • Organização, lançamento e âmbito do projeto.
  • Criação de uma equipa de trabalho composta por:
    • Técnicos de digitalização, de manutenção e de sistemas para clientes.
    • Técnico de desenvolvimento de CMMS para clientes.
    • Parceiro tecnológico.
    • Técnicos do MASA.
  • Definição de planos de trabalho, resultados e prestações para cada uma das seguintes fases.
  • Definição da abordagem e dos instrumentos de gestão e documentação.
  • Confirmar a estratégia de implementação.
  • Realização de actividades de formação de equipas e de integração entre os membros da equipa do projeto.

Principais prestações:

  • Documento de lançamento.
  • Planeamento pormenorizado.

5.2 Análise funcional e conceção

Tarefas a realizar:

  • Especificação pormenorizada dos requisitos:
    • Mapas de processos (planeamento, programação, execução,...).
    • Integração com outros sistemas.
    • Estrutura organizacional e hierarquia.
    • Gestão de perfis.
    • Tipos de trabalho.
  • Conceção funcional:
    • Definição e conceção dos módulos operacionais da solução (ambiente web e móvel).
    • Definição e gestão de utilizadores, gestão de documentos, notificações,...
    • Módulos de integração, onde são definidas as necessidades de intercâmbio de informações.

Principais prestações:

  • Documento de Requisitos Funcionais (FRD).
  • Elaboração de um protótipo navegável.

5.3 Conceção técnica, construção e execução

Tarefas a realizar:

  • Definição do modelo de dados do sistema.
  • Conceção de entidades e componentes.
  • Integração entre sistemas. Estabelecer métodos de intercâmbio de informações entre as duas plataformas.
  • Instalação da base tecnológica (se necessário):
    • Servidor de aplicações e de bases de dados.
    • Arquitetura e ligações a sistemas externos (VPN).
    • Mecanismos de sincronização (offline / online)

Principais prestações:

  • Documento de conceção pormenorizada do sistema (DDS).
  • Manuais de instalação, configuração e operações.
  • Código fonte dos componentes criados.
  • Plataforma tecnológica operacional.

5.4 Plano de teste

Tarefas a realizar:

  • Testes unitários do sistema.
  • Testes de integração.
  • Testes de aceitação.

Principais prestações:

  • Documento de plano de teste integrado.
  • Definição e revisão do plano de testes.
  • Avaliação do resultado dos testes.

5.5 Plano de formação e divulgação

Tarefas a realizar:

  • Formação de administradores de sistemas para apoio e manutenção de sistemas.
  • Formação dos utilizadores.

Principais prestações:

  • Instruções técnicas.
  • Manuais e guias.

5.6 Arranque e apoio

Tarefas a realizar:

  • Após os testes e a formação, a solução será publicada no ambiente de produção. A partir daí, o suporte remoto da plataforma estará disponível.

COMPROMISSO DE TODAS AS PARTES”.”

6. FERRAMENTA DE MOBILIDADE (MOBILIDADE DE MANUTENÇÃO EM MASSA)

Os avanços tecnológicos actuais permitem a conceção personalizada de ferramentas de mobilidade nos serviços de manutenção, cada vez mais comuns em ambientes industriais.

A tecnologia por si só não resolve um problema, é a utilização correta e organizada de uma tecnologia fiável que o resolve.

Por conseguinte, a digitalização deve tornar-se uma...

“FERRAMENTA AO SERVIÇO DA ESTRATÉGIA”.”

Estas ferramentas proporcionam inúmeras vantagens na execução do ciclo da ordem de trabalho:

  • Melhoria dos fluxos de informação e das responsabilidades associadas.
  • Gestão off-line/on-line.
  • Integração dos planos de manutenção.
  • Criação de mensagens de erro.
  • Planeamento do trabalho.
  • Programação semanal das actividades.
  • Monitorização e comunicação dos progressos em tempo real.
  • Redistribuição da carga de trabalho.

7. AS FASES DA MUDANÇA

No entanto, o trabalho não está terminado. As pessoas envolvidas seguirão o padrão amplamente documentado conhecido como a Curva da Mudança.

7.1 FASE DE NEGAÇÃO

As pessoas envolvidas sentir-se-ão inseguras. Os primeiros meses com o instrumento implementado podem ser mais difíceis do que nos anos anteriores.

Será necessário familiarizar-se com a ferramenta, corrigir erros não detectados nas fases anteriores,...

7.2 FASE DE RESISTÊNCIA

O pessoal descobrirá vantagens em relação à sua anterior forma de trabalhar, à medida que for conhecendo e utilizando a ferramenta.

Terá de transformar as suas ideias iniciais para começar a integrar-se no sistema.

7.3 FASE DE ACEITAÇÃO

Este é o momento em que a pessoa aceita que a mudança é benéfica para si e para a sua organização. Esta etapa conduz à exploração e ao teste, utilizando plenamente a ferramenta.

Um impulso que leva o pessoal a enfrentar novos desafios com confiança renovada.

8. CASOS DE SUCESSO

Nesta ocasião, mostramos alguns exemplos de projectos de digitalização do ciclo de Deming (ciclo PDCA, Plan-Do-Check-Act), em fábricas de diferentes sectores em que pusemos em prática a nossa estratégia baseada no “MODELO DE MASSA”.

8.1 INDÚSTRIA DO AÇO. INDÚSTRIA

EXEMPLO DE DIGITALIZAÇÃO DO CICLO DE DEMING EM CURSO.

  • Digitalização do ciclo PDCA e da gestão do sistema CMMS:
    • 400.000 horas/ano.
    • 15 000 horas extraordinárias/ano
    • 147 centros de custos
    • 10.500 activos
  • Plataforma de gestão OT
  • Digitalização de processos através de uma aplicação móvel (Planeamento, Programação, Execução,...)
  • Integração com o CMMS do cliente.
  • Criação de formulários/listas de controlo.
  • Criação, revisão e finalização do trabalho.
  • Gestão de utilizadores e contratos.
  • Evolução da programação.
  • Geração de relatórios

8.2 ALIMENTOS. INDÚSTRIA

EXEMPLO DE DIGITALIZAÇÃO DO CICLO DE DEMING EM CURSO.

Neste caso, a manutenção é efectuada em diferentes fábricas e instalações situadas a vários quilómetros de distância umas das outras.

Isto significa que se gasta uma quantidade significativa de tempo em deslocações.

A ferramenta permite a análise e a criação de rotas para otimizar o tempo de viagem perdido.

8.3 REFINAÇÃO. INDÚSTRIA

DIGITALIZAÇÃO MENCIONAR A MANUTENÇÃO (SEM CICLO DEMING)

  • Gestão da manutenção
  • Criação de formulários
  • Lista de inspecções
  • Gestão de reparações
  • Contribuição do multimédia.

8.4 QUÍMICA. INDÚSTRIA

NOVA PROPOSTA DE DIGITALIZAÇÃO CICLO DE DEMING.

  • Proposta de digitalização do ciclo PDCA e da gestão do sistema CMMS.
  • Plataforma de gestão OT
  • Digitalização de processos através de uma aplicação móvel (Planeamento, Programação, Execução,...)
  • Criação de formulários/listas de controlo.
  • Criação, revisão e finalização do trabalho.
  • Gestão de utilizadores e contratos.
  • Evolução da programação.
  • Geração de relatórios